FRASE DA SEMANA
“Não há irregularidade na venda da casa de Marconi Perillo”
(É o que afirma a Nos Bastidores da Política o deputado estadual Túlio Isac)
Jogo do Poder - Carlinhos Cachoeira presta depoimento, nesta terça e quarta-feiras, na Justiça Federal, em Goiânia.
Xeque mate - Andressa Mendonça, Edivaldo Cardoso e Jayme Rincón irão à CPMI em agosto.
Em tempo
De Túlio Isac, líder do PSDB:
- A CPMI ataca Goiás.
Esquerdas lights
1 - O centro da tática do PT em Goiás é ganhar Goiânia, Anápolis, Rio Verde e com o PMDB em Aparecida de Goiânia.
2 - É o que revela a Nos Bastidores da Política o deputado federal Rubens Otoni Gomide.
Ditadura civil e militar
1 - Marconi Perillo esteve sob a mira dos arapongas do extinto SNI.
2 - Mesmo após o fim da ditadura civil e militar (1964-1985).
Pingue - O acervo do SNI está, hoje, sob a guarda do Arquivo Nacional, em Brasília.
Pongue - Os documentos podem ser consultados pelo público. Basta agendar.
Herança do passado
1 - Jornalista e sociólogo, Renato Dias lança livro, sábado (28), 10h, em São Paulo (SP), no Memorial da Resistência.
2 - O título é Luta Armada/ALN-Molipo As Quatro Mortes de Maria Augusta Thomaz.
3 - O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu participará do ato.
Fio direto
1 - O sindicalista Washington Fraga assumiu a presidência do PSOL, em Goiânia.
2 - Saiu do cargo o engenheiro Martiniano Cavalcante, dirigente do MTL Nacional.
Mudança de rota - A professora Marta Jane é candidata à Câmara Municipal.
Anote aí! - Elias Vaz avisa esta coluna que disputa a reeleição.
Café da manhã - Darlan Braz (PPS) é o vice de Elias Júnior (PMN) na corrida ao Paço.
Amém! - Francisco Júnior (PSD) espera a bênção do arcebispo Dom Washington Cruz.
Agenda política
1 - E por falar em jornalista, Tayrone di Martino também é candidato a vereador.
2 - Ele é unha-e-carne com o prefeito da capital, o petista Paulo Garcia.
Anápolis - Antonio Roberto Gomide em céu azul de brigadeiro.
5 de agosto - É a data-limite para barrar os fichas-sujas nas eleições.
O retorno
1 - Jorginho Marques, artista plástico, voltou para o PDT (GO).
2 - Ele é brizolista. Até hoje.
Catalão - A justiça eleitoral irá ou não indeferir o registro da candidatura de Adib Elias?
Crise - Sérgio Guerra não quer deixar a CPMI convocar Marconi Perillo.
Desaparecido
1 - Onde anda Fernando Cavendish, dono da Delta?
2 - Ele não irá depor à CPMI do Carlinhos Cachoeira?
Futebol colorado
1 - A ordem é lotar o Serra, sábado, 16h, no aniversário de 69 anos do Vila Nova.
2 - Mais uma decisão contra o Tupy, de Minas Gerais: pelo Brasileiro da Série C.
Opções - Misael Oliveira (PDT), Flávia Morais (PDT) e Simeyson Silveira (PSC) são as apostas de Vanderlan Cardoso nas eleições municipais de outubro.
Linha - Vanderlan Cardoso quer terceira via com Ronaldo Caiado e Jorcelino Braga.
Santa Helena - Alcides Rodrigues irá reaparecer no cenário político em agosto.
PSB
1 - Dobrar a bancada de vereadores, hoje com 2 representantes, em Goiânia.
2 - É o que quer o Partido Socialista Brasileiro na Capital do Estado de Goiás.
3 - É o que projeta o empresário neoconvertido ao socialismo Júnior do Friboi.
Trabalhismo
De Jovair Arantes:
- Vamos virar o jogo!
Foice e martelo - Isaura Lemos e Denise Carvalho, uma chapa feminista e vermelha.
100% - Recuperado da saúde, Reinaldo Pantaleão diz estar preparado para o embate ao Paço.
PMN da vida - Cadê Elias Júnior?
PPL
1 - É José Netho!!!
2 - O PPL é o ex-MR-8.
OAB (GO) - Mais um embate se desenha: Henrique Tiburcio versus Leon Deniz.
Dragão - Osso duro pela frente: São Paulo, em Goiânia.
Verdão - A um passo do G-4, da tropa de elite da Série B.
Goiânia - Só um milagre ressuscitará o Galo no Estadual da segunda divisão.
Gente fina da minha agenda - Ulisses Aesse, Charles Daniel, Cárlos TolÊdo, Euler Belém, Erivaldo Néry, Helvécio Cardoso e Silva.
No páreo
Um dos puxadores de votos do PSD à Câmara Municipal de Goiânia é o jornalista Cárlos Tolêdo.
VENEZUELA
“Ameaças de setores não-democráticos”
Especialista em Revolução Bolivariana, o jornalista Gilberto Maringoni analisa o futuro de Hugo Chávez, critica PT e PSDB e defende punição a torturadores
Renato Dias - Editor de Política
Gilberto Maringoni, jornalista e escritor, diz ao Jornal O Repórter que o Brasil está, hoje, vulnerável à crise econômica mundial, exorciza a política econômica de Guido Mantega, quer que a Comissão da Verdade elucide os casos de mortes e desaparecimentos políticos ocorridos à época da ditadura civil e militar (1964-1985), abençoa a punição dos torturadores, condena PT e PSDB e vê ameaças de setores não-democráticos nas eleições na Venezuela.
Leia a íntegra da entrevista:
O Repórter - O que esperar das urnas na Venezuela?
Gilberto Maringoni - Se as pesquisas se confirmarem, o presidente Hugo Chávez deve vencer essas novas eleições com cerca de 55% dos votos. É praticamente o mesmo índice de sua primeira eleição, em 1998. Manter a popularidade após mais de uma década de governo e várias crises é um tento que poucos governantes obtiveram
A oposição a Hugo Chávez nas urnas é uma ameaça?
Gilberto Maringoni - É preciso especificar o que se entende por ameaça. Se olharmos para seu comportamento no golpe de 2002, verificaremos que a oposição é composta por setores que não titubearam em jogar a democracia para o alto quando seus interesses foram contrariados. Setores não democráticos são sempre uma ameaça.
Existirá revolução bolivariana sem Chávez?
Gilberto Maringoni - Ainda não existe uma revolução no País. Existe um processo político que pode desembocar numa ruptura mais ou menos radical com o status quo. A questão é outra. É se o processo sobreviveria sem Chávez. É difícil responder, mas ele é um elemento central nessa dinâmica. Não há um substituto com sua legitimidade no país.
A Venezuela é uma democracia como desenham as esquerdas latino-americanas ou é uma ditadura como pintam Veja e cia.Ltda.?
Gilberto Maringoni - Nenhum país do mundo é uma democracia ideal. A Venezuela não foge à regra. É uma democracia com suas limitações e possibilidades. Veja e outros órgãos não têm a menor moral para julgar a democracia. A empresa que edita a revista, por exemplo, apoiou o golpe de 1964.
Quem seria, hoje, um possível sucessor de Hugo Chávez?
Gilberto Maringoni - É muito complicado responder essa questão. Há vários membros do governo que poderiam fazer isso, como o chanceler Nicolas Maduro, ou o vice-presidente Elias Jaua. A questão não é quem, mas como e em que condições.
O PSOL tem chances com Marcelo Freixo?
Gilberto Maringoni - Marcelo Freixo já é um vitorioso. A sua campanha pautará o debate nas eleições municipais do Rio. E é claro que ele tem chances reais de vencer.
Qual a alternativa para quebrar a polarização PSDB-PT em São Paulo?
Gilberto Maringoni - Embora sejam os maiores partidos, até o início de junho não havia essa polarização, embora o PT e o PSDB tenham inegavelmente uma grande expressão na cidade. Penso que São Paulo precisa de uma alternativa à esquerda com bastante nitidez programática e não agremiações que se digladiam aqui e se coligam em outras localidades.
Qual deve ser o papel da Comissão da Verdade?
Deve ser o de desvendar os crimes cometidos pela ditadura, apontar culpados – que devem prestar contas à justiça – e esclarecer esse período lamentável de nossa história. Mas ela não pode se deter nos peixes pequenos. Os militares não deram o golpe e sustentaram a ditadura sozinhos. A intentona foi firmemente apoiada pelo grande empresariado, pela grande imprensa – Globo, Diários Associados, Bloch Editora, Estado de S. Paulo, Editora Abril, Folha de S. Paulo, entre outros – pela cúpula da igreja católica e pela diplomacia estadunidense. Estamos numa fase preliminar do levantamento das responsabilidades daqueles anos, buscando os torturadores abrigados pelo manto do estado. É um bom começo e não é pouco. Mas é preciso apurar as responsabilidades dos mandantes e articuladores do golpe.
O Brasil corre risco de ser atingido pela crise econômica mundial?
Gilberto Maringoni - Sim, o Brasil não está imune a ela. Mas é preciso ressaltar que o governo brasileiro deu uma grande ajuda ao longo de 2011 para que a crise chegasse aqui. A desaceleração atual foi cuidadosamente planejada! No início do ano passado, assumindo a idéia de que o PIB não poderia crescer além de 3,5% ao ano (a expansão fora de 7,5% em 2010), o governo decidiu esfriar a economia através de contração fiscal, restrição ao crédito e aumento do superávit primário. Aumentaram os juros de 10,5% para 12,5% entre janeiro e agosto de 2011, além de cortar R$ 50 bilhões do orçamento. Repetiram essa medida em janeiro último (detalhe: isso tudo quando a crise européia se aprofundava!). Alegavam que as iniciativas reduziriam pressões inflacionárias e gargalos na infra-estrutura. Foram amplamente vitoriosos: derrubaram as expectativas de investimento e produziram um PIB medíocre, de 2,7% em 2011. A situação segue se deteriorando. Tentam agora, desesperadamente ampliar crédito, reduzir juros e expandir subsídios em busca do crescimento perdido. Tudo bem. Mas o leite já está derramado e o País ficou mais vulnerável.
Heloísa Helena fundará novo partido com Marina Silva? o PSOL conseguirá sobreviver sem HH?
Gilberto Maringoni - Não sei. Heloísa enveredou por um caminho personalista e moralista que não tem muito a ver com um projeto de transformação social
Qual o motivo de sua candidatura a vereador?
Gilberto Maringoni - Procurar debater alternativas ao processo de privatização do espaço urbano e dos serviços públicos e ajudar a criar uma opção claramente de esquerda em são paulo. O PSOL deve crescer bastante nessas eleições em todo o Brasil.
Projeto de novo livro?
Gilberto Maringoni - Sim, tenho: é uma novela gráfica em quadrinhos, com quase 300 páginas. O tema é um crime acontecido na zona leste, onde moro, no início do século xx, quando a industrialização engatinhava no País. O desenlace acontece um século depois. O roteiro levou muito tempo para ser concluído e já desenhei um quarto da obra. Estou tentando fazer uma boa pesquisa de época, mas com tanta coisa para fazer, não tenho ideia de quando terminarei.
O que o senhor anda lendo?
Gilberto Maringoni - Estou lendo “2666”, do chileno Roberto Bolaño. Na verdade, o livro é uma reunião de três romances de Bolaño, morto em 2003 aos 50 anos de idade. É uma narrativa fulgurante, que se inicia como uma aventura literária e desemboca na criminalidade mexicana. O autor é um talento ímpar na cena latino-americana.

Capa