FRASE DA SEMANA
“Leonardo Vilela é o nosso candidato”
(De Paulo Silva de Jesus, presidente do PSDB em Goiás)
Sessão relax
1 - Jardel Sebba ficará dez dias no Rio.
2 - Antes da campanha eleitoral em Catalão.
A 1ª faz tcham
Ademir Menezes (PSD) é o nome da base em Aparecida de Goiânia.
A 2ª faz tchum
Ele deve obter o apoio de Veter Martins contra Maguito Vilela.
E tcham, tcham, tcham
Maguito Vilela vetaria o vereador Helvecino Moura para a sua vice
Tempo quente
De Ronaldo Caiado sobre a CPMI, em Brasília:
- Doa a quem doer!
Em tempo
Decisão sobre tempo de TV do PSD sai agora em junho.
Acordo
Prefeito, Paulo Garcia tem pressa na escolha do vice.
Ninguém sabe o motivo
Roberto Balestra não assinou o pedido da CPMI do Cachoeira.
Linha dura
Iris Araújo (GO), integrante da CPMI, veta ingresso no PMDB de Demóstenes Torres.
Bastidores
Ardem as orelhas de Jovair Arantes, presidente do PTB-GO.
Explicações
Prefeito, o petista Antônio Roberto Gomide nega relação de negócios com Carlinhos Cachoeira.
Continuam
Sandes Júnior e Carlos Alberto Lereia na linha de tiro da CPMI.
Jogo do Poder
Leonardo Vilela manterá pré-candidatura, informa uma fonte alinhada à Casa Verde.
Pingue
Os comunistas devem sair em faixa própria.
Pongue
Isso depois do envolvimento de Elias Vaz no Caso Cachoeira.
Em julho
O Palácio das Esmeraldas transfere a presidência do Ipasgo para entidades sindicais dos servidores públicos
Bateu, levou
Promotor Alencar Vital promete processar Demóstenes Torres (Sem partido-GO).
Fio direto
Wagner Siqueira e Samuel Belchior disputam, hoje, a indicação do PMDB para a vice do PT.
C´est fini
O nome dele é Leonardo Vilela.
PSOL
Aumenta a pressão para Elias Vaz abandonar candidatura ao Paço.
PSTU
Javan Rodrigues já conversa com a esquerda do PSOL e o PCB.
Nanicos
O PSTU não quer nem conversar com PPS, PMN e PV.
PPS
Darlan Braz quer recuperar o controle do partido, em Goiânia.
MAIS do PT
Igor Campos é pré-candidato a vereador.
Feriadão
Quatro dias de descanso para exorcizar o stress.
Tigrão
O Vila Nova estréia, domingo, 16h, no Serra, contra o Oeste (SP).
Pé direito
O Dragão peitou o Cruzeiro, em Minas.
Copa do Brasil
Goiás tem decisão contra o São Paulo, quarta-feira.
Série B
Arione de Paula ganhou a queda-de-braço no Goiânia.
RESOLUÇÃO
Comissão da Verdade
Isaura Lemos quer investigar crimes de violações dos direitos humanos ocorridos em Goiás à época da ditadura civil e militar
Investigar os crimes de violações dos direitos humanos ocorridos em Goiás à época da ditadura civil e militar (1964-1985). É o que propõe projeto de resolução de autoria da deputada estadual Isaura Lemos (PC do B) que tramita, hoje, na Assembleia Legislativa. Ela quer criar, no âmbito estadual, a Comissão da Verdade. Nos moldes da instância a ser instalada no mês de maio pela presidente da República, Dilma Rousseff.
A parlamentar lembra que o período de apuração irá de 1946 à promulgação da Constituição de 1988. O direito à memória e à verdade devem fazer parte do arcabouço de direitos humanos, explicar a líder comunista. Ela espera a abertura de arquivos públicos e privados. A comissão não terá poder para julgar nem condenar ninguém, insiste. “Mas o poder legislativo estadual tem o dever de reescrever a história da repressão política”, frisa.
Isaura Lemos, que se casou três vezes com o mesmo marido, o também comunista Euler Ivo Vieira, para fugir da repressão política no Brasil nos anos de chumbo, pretende investigar os casos de prisões ilegais, torturas e desaparecimentos que ocorreram em Goiás. A autora do projeto de resolução pretende, em particular, elucidar a morte do ex-guerrilheiro do Araguaia Divino Ferreira de Souza e encontrar os seus restos mortais.
A guerrilha do Araguaia começou a ser preparada em 1966. Ela ocorreu no norte de Goiás, atual Estado do Tocantins, e no sul do Pará entre os anos de 1972 a 1975. Inspirada nas táticas e estratégias formuladas por Mao Tsé-tung, que liderou a revolução socialista na China, em 1949, ela foi dirigida pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B), queria cercar as cidades pelo campo e derrubar a ditadura civil e militar.
O PC do B deslocou para a região do Araguaia 69 guerrilheiros. Mais: 18 camponeses teriam sido incorporados ao movimento. O Exército calcula que o número de colaboradores populares da guerrilha teria sido de 30. O número de mortos, segundo o historiador Hugo Studart, chegou a 95. Dos três lados do conflito: PC do B, camponeses e Forças Armadas. Entre presos e desertores, 14 sobreviveram, relata o também jornalista.
As Forças Armadas executaram,para acabar com a guerrilha, três campanhas – Papagaio, Sucuri e Marajoara. Na terceira, a ordem era não fazer prisioneiros. Duas equipes de execuções de guerrilheiros foram montadas: a Zebra e Jibóia. A repressão teria ainda terceirizado a guerra com a contratação de jagunços e de índios que viviam na região. Chegou a ser criada uma tabela de preço por cabeça. Trinta guerrilheiros acabaram executados.
Casos
A pré-candidata do PC do B à Prefeitura de Goiânia recorda-se da chacina de Rio Verde. Na operação da repressão política, Maria Augusta Thomaz e Márcio Beck Machado foram mortos. Os dois eram militantes do Movimento de Libertação Popular (Molipo), uma dissidência da ALN. Ela quer ainda descobrir as circunstâncias da prisão, tortura, morte e desaparecimento de Marcos Antônio Dias Batista, estudante secundarista de apenas 15 anos de idade, além de querer desmascarar a versão do suicídio de Ismael Silva de Jesus, 18 anos, morto em 1972, no 42º BIM, em Goiânia.

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