Parece incrível, mas nas primeiras 12 horas de funcionamento da fiscalização eletrônica instalada no perímetro urbano de Goiânia da BR-153, nada menos do que 1.312 motoristas foram flagrados conduzindo acima de velocidade permitida. A velocidade máxima permitida neste trecho da rodovia é de 80 quilômetros. Se tantos, em apenas 12 horas, transgrediram o limite, é porque uma quase maioria, talvez, dos condutores, está muito mal-acostumada. Uma questão cultural esse mau costume.
Como existe essa predisposição para transgredir, infelizmente há que se considerar a multa aplicada como um mal necessário. As lombadas eletrônicas no trecho ficaram desligadas por três anos. Nada mais evidente: o grande número de flagrantes nas primeiras 12 horas indica que no curso dos três anos o limite de velocidade foi amplamente desrespeitado.
Goiânia é uma cidade que padece de violência no trânsito em elevada escala. Tudo o que puder ser feito para reduzir a imprudência de motoristas tem de ser feito, inclusive a retomada de campanhas educativas. Para os que não se corrigem, é preciso rigor mesmo e, como se diz popularmente, o que dói no bolso sempre é castigo.
Mencione-se ainda que o equipamento não registra a velocidade de motocicletas. Um grande número de motociclistas de Goiânia é também mal-acostumado na prática de imprudência no trânsito.

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