A situação apertou? O que fazer para resolver!
Economia | 21/02/2011

Quantas contas temos que pagar no dia-a-dia? Porque será que a situação de milhões de brasileiros, a cada dia, encontra-se incontrolável? Você se encontra nesta situação, não sabe como resolver. Durante muitos anos, consegui resolver muitos problemas das pessoas que me procurarm, e com isso, resolvi, através desse artigo, ajudar um pouco mais, justamente aqueles que não sabem o que fazer para sair do aperto e viver com tranquilidade chegando em curto espaço de tempo - “disciplinado com as finanças”.

Viver endividado não é nada fácil. Imagine a angústia de ter o nome na lista dos inadimplentes e dormir sabendo que quitar as dívidas se tornou uma tarefa praticamente impossível!

Em alguns casos, as pessoas acabam emocionalmente abaladas ao perder o controle de sua vida pessoal. Existem várias razões que podem levar uma pessoa a enfrentar dificuldades financeiras e se endividar. Contudo, é preciso entender se estamos falando de uma situação temporária, ou não.

Situação temporária ou não? Muitas vezes basta um evento extraordinário para que você perca o controle financeiro da sua vida. Nesse tipo de situação, a recomendação é que você se esforce ao máximo, cortando todos os gastos que puder, de forma a sair rápido dela.

Em análise pode-se considerar que a situação de endividamento é temporária, e que pode ser resolvida em alguns meses. Essa consideração é importante, pois não considere apenas o patamar de juros cobrado, mas também outros aspectos de riscos envolvidos no atraso do pagamento dos encargos de uma determinada dívida.

Por outro lado, em uma situação de endividamento crônico, mais do que priorizar pagamentos é preciso rever de forma significativa não só o seu padrão de gastos, como identificar fontes alternativas de renda para reduzir ao máximo o déficit no orçamento, assim como procurar ajuda especializada.

Entender os riscos é primeiro passo. Quais os riscos que você corre ao atrasar o pagamento de uma dívida? O primeiro deles é ser considerado inadimplente e ter seu nome incluído no cadastro de maus pagadores do Banco Central, o que pode lhe causar muita dor de cabeça no dia a dia. E, o segundo, igualmente importante, é o custo que essa decisão acarreta! É frente a esses riscos que você deve priorizar quais dívidas deve pagar primeiro quando a sua situação financeira apertar.

Assim, é preciso analisar com calma as condições previstas nos financiamentos que você levantou, para só então tomar uma decisão quanto ao que priorizar. Vale destacar que a idéia aqui não é de, em absoluto, advogar que você não pague as suas prestações, mas sim entender quais as conseqüências em caso de atraso das principais modalidades de crédito existentes. Além disso, é preciso entender o saldo devedor em cada caso, assim como, o prazo durante o qual a dívida será atrasada.

Crédito rotativo: cheque ou cartão - Por mais que a recomendação possa surpreender, nos casos de endividamento temporário, pode valer a pena optar por utilizar o crédito rotativo do cheque especial e do cartão de crédito.

Sob essa ótica que não analisa apenas os encargos financeiros, pode valer mais a pena pagar juros extras no cartão e no cheque por alguns meses do que não efetuar o pagamento de um crediário, de empréstimo pessoal, ou financiamento imobiliário, pois nesses outros casos, ainda que os juros sejam menores, você corre o risco de ter o nome sujo ou sofrer a retomada do bem.

Mas, como escolher entre o cheque ou o cartão? Se você ainda não estourou o limite do cheque especial, ou seja, se você ainda não emitiu nenhum cheque sem fundo, então o melhor é pagar integralmente a fatura do cartão, deixando para rolar a dívida no cheque especial por mais algum tempo.

Não só os juros do cheque especial são mais baixos do que os do cartão, como ao atrasar, desde que não seja emitido cheque sem fundo, não há outros encargos. Por sua vez, no cartão, se você não efetuar o pagamento mínimo, deve também arcar com uma multa de mora de 2%. Além disso, dependendo do relacionamento que você tem com o seu banco, é possível negociar alguns dias de carência sem juros no cheque. Em outras palavras, você consegue mais alguns dias para cobrir o limite do cheque especial sem custo adicional.

A situação, contudo, se inverte caso você já tenha estourado o limite do cheque especial, pois nesse caso seu nome pode ser incluído no cadastro de inadimplentes, e é preciso arcar com outros custos. Pois é isso mesmo, ao emitir cheque sem fundo e ter seu nome incluído ou excluído do cadastro de inadimplentes, você tem que pagar uma tarifa.

Essa tarifa é cobrada por evento, ou seja, por cheque sem fundo emitido ou por inclusão no cadastro de inadimplentes. Crediário: risco de retomada é menor Para quem estourou o limite do cheque especial e não tem como arcar com todos os encargos financeiros, os fatores a considerar em termos de prioridade são os custos e o risco de retomada do bem.

Diante disso, você deve optar por atrasar a dívida cujos juros e o risco de retomada de bem sejam relativamente menores. Esse é o caso, por exemplo, do crediário, que é oferecido pelos grandes varejistas para a compra de eletrônicos e eletrodomésticos, entre outros. Em geral, os juros cobrados nesse tipo de financiamento tendem a ser mais baixos do que as outras linhas de crédito existentes no mercado, até porque os bens servem de garantia.

A inclusão na lista de inadimplentes é relativamente rápida: demora de 10 a 15 dias. Por outro lado, é bastante improvável, dado o valor do bem, que os credores exijam sua retomada imediata. Afinal, este processo é bastante custoso e, às vezes, não compensa ao comerciante ir atrás do aparelho de som ou DVD, por exemplo.
Além disso, existe a possibilidade de se vender o bem alvo do financiamento, de forma a obter recursos para quitar a dívida. Ainda que essa não seja a solução ideal, uma vez que a intenção era comprar o bem, ela permite que você regularize sua situação financeira. Depois, com um maior planejamento financeiro, você pode até voltar a comprar o aparelho, mas quando seu endividamento for menor!

Empréstimo pessoal: é possível renegociar A prioridade em relação ao crediário vai depender dos valores e prazo envolvidos e da instituição com a qual levantou o financiamento. Atualmente, é mais barato levantar um empréstimo pessoal junto a um banco do que fazer um crediário junto a um varejista.

Desse ponto de vista, pode parecer mais interessante atrasar o empréstimo pessoal, mas ao contrário do que acontece com os crediários, nos empréstimos bancários há mais espaço para se renegociar os termos do crédito desde, é claro, que os pagamentos sejam mantidos. Assim, ao invés de não efetuar o pagamento, vale mais a pena tentar alongar o prazo de financiamento, o que reduz a prestação mensal e dá mais liberdade para você tentar organizar suas finanças. Apenas tenha cuidados especiais com as taxas de juros na renovação da dívida.

É bem verdade que ao aumentar o prazo você acaba pagando mais juros ao final do financiamento, mas você evita a inclusão no SPC. Vale lembrar que no caso dos empréstimos consignados, não há como evitar o pagamento, de forma que não estão incluídos nessa análise.

Financiamento de carro e casa atrasar o pagamento da prestação do automóvel ou da casa própria pode gerar conseqüências bem negativas. Mesmo sendo das modalidades de financiamento mais baratas do mercado, você corre o risco de retomada do bem.

Por se tratar de bens de maior valor agregado, a tendência é que a retomada ocorra em, no máximo, três meses. Caso isso aconteça, além de perder o carro (ou a casa) você continua devendo, sobretudo no caso do financiamento de autos. Isso porque, ao contrário do que acontece com o imóvel, o veículo sofre depreciação, ou seja, vale menos do que quando foi comprado, o que é mais difícil de acontecer no caso dos imóveis.

Assim, neste caso, a instituição financeira pode levar o auto a leilão, e com o dinheiro da venda precisa pagar também as despesas com todo este processo, como o trabalho do oficial de Justiça, advogados, guincho, estacionamento etc. Em alguns casos, mesmo vendendo o carro, o dinheiro da venda não é suficiente para cobrir o saldo devedor e todos estes gastos extras, de forma que resta um saldo a ser quitado. Exatamente por isso, o pagamento das prestações destas duas modalidades de financiamento merece prioridade na hora de decidir o que pagar.

Equilíbrio financeiro deve ser a meta ainda que existam momentos em que seja preciso priorizar os pagamentos, o ideal é que você consiga recuperar o seu equilíbrio financeiro o mais rápido possível, e para isso é importante estabelecer um plano de quitação das suas dívidas. Por equilíbrio entende-se não ter mais do que 30% do seu orçamento mensal líquido comprometido com o pagamento de prestações. Use este limite para ajudá-lo a tomar decisões de consumo.

Sempre que uma nova compra levar o seu endividamento para acima deste teto, você deve optar por adiar a compra até conseguir quitar outra dívida.
Lembre-se: quando o grau de endividamento é muito alto, tem-se uma sensação ilusória de controle, uma vez que basta uma pequena adversidade financeira para você se endividar novamente.

O melhor mesmo é colocar em prática a regra dos 4 P’s – Planejar, Pesquisar, Pechinchar e Pagar à vista. Desta forma, evitar-se-á, grandes dores de cabeça e comprar aquilo que, realmente, pode-se comprar. Pense nisso e fuja dos juros que poderá engolir grande parte dos seus rendimentos. Tenha atitudes e desfrute do sucesso.

(Fonte: Boriola)

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