As chuvas dos últimos dias provocaram grandes transtornos em Goiânia, principalmente a que caiu, com pique de intensidade recordista nos últimos três anos, entre 14 e 16 horas de terça-feira, 24. E mais uma vez se comprovou que a cidade continua despreparada para enfrentar temporais assim, por culpa de uma cadeia de imprevidências.
Aos transtornos se soma o grau crescente dos riscos para a integridade física das pessoas, problema que tem uma gravidade perturbadora nas chamadas áreas de risco, nas quais residem famílias expostas a um grande perigo.
A preparação da cidade para situações de temporal e alagamento deveria sempre aproveitar o período do ano sem chuvas, muito previsível na região, pois uma estiagem quase sempre é certa entre os meses de abril e setembro. As providências, como o reparo dos equipamentos urbanos destinados ao bom escoamento das águas pluviais, no entanto, não são tomadas.
A pavimentação e as calçadas fazem com que a maior parte do espaço urbano fique impermeável e o escoamento natural das águas pluviais, que é a absorção pelo próprio solo, fica bloqueado. Existem recomendações e normas para impedir a impermeabilização total, como acontece, mas não são observadas.
No trânsito de Goiânia existem também alguns pontos críticos que põem em risco a vida do motorista que está em circulação quando chove. Já se verificaram acidentes fatais nesses pontos, mas também não são adotadas as providências necessárias para a neutralização desse tipo de risco. Portanto, fazem-se urgentes providências por parte do poder público.

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